Tradicional bar de Salvador anuncia fechamento por dificuldades financeiras
10/04/2026
(Foto: Reprodução) Dona do Bombar explica motivos para fechamento do estabelecimento
A DJ e proprietária do tradicional Bombar, Gabi do Oxe, anunciou nas redes sociais, na quinta-feira (9), o encerramento das atividades do estabelecimento após dificuldades financeiras. O local atraia especialmente o público jovem e contava com programação variada no bairro boêmio Rio Vermelho, em Salvador.
"A partir de hoje o Bombar não existe mais, ali era onde estavam dedicados os meus esforços, o meu tempo, a minha vida pessoal dedicada a isso", lamentou a empreendedora.
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No vídeo, Gabi do Oxe revelou que tentou continuar com o estabelecimento aberto, mas não conseguiu. Além das dificuldades financeiras, a empresária citou o desgaste pessoal, o acúmulo de funções e as dificuldades de administração como outros motivos para decidir fechar o bar, que ficou aberto por oito anos.
Em julho do ano passado, a administração mudou a localização do estabelecimento, que saiu da Rua Canavieiras e passou a funcionar no Largo de Santana, em frente à tradicional barraca de acarajé da Dinha.
“Além de ser um sonho, de ser tudo que eu construí esse tempo todo, era a minha cara estampada e eu precisava, de certa forma, preservar isso. E eu realmente tentei. Assumi tudo sozinha, sem suporte, grana, uma grande rede de apoio empresarial para me ajudar, experiência no que eu estava fazendo".
Administração anunciou fechamento do Bombar, um dos estabelecimentos mais frequentados do Rio Vermelho, em Salvador
Reprodução/Redes Sociais
Gabi do Oxe afirmou que, mesmo com o bar muitas vezes lotado, isso não se refletia em um retorno financeiro que justificasse a continuação das atividades.
"Um dinheiro de um fim de semana não serve só para o fim de semana, ele serve para toda uma cadeia, uma estrutura que envolve custos, que envolve aluguel, que envolve tudo mais”, explicou.
A empresária disse ainda que, na tentativa de manter o Bombar aberto, chegou a pedir empréstimos e trabalhar como DJ para conseguir dinheiro e investir no estabelecimento.
“Foram muitas vezes tendo que me provar exaustivamente, sofrendo assédio moral, tendo que gritar, me esgoelar para ser respeitada, para que minha voz pudesse ser ouvida. Foram infinitas as vezes tendo que parecer uma pessoa grosseira, insuportável, para que dessa forma pudesse ter pelo menos um pouco de respeito dentro daquele trabalho que fazia com tanto esmero e com tanta dedicação”.
“O Bombar acaba hoje, junto com ele acaba muita coisa dentro de mim. Acabam muitos sonhos, alegrias e momentos. Mas espero que em breve possa estar vindo aqui de novo, falar coisas boas e positivas e que as coisas se ajeitem, se ajustem”, finalizou.
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